Segurança Pública

Desembargador encontrado morto na Vista Chinesa: o que se sabe sobre o caso


Alcides Martins Ribeiro Filho estava desaparecido desde 14 de abril, quando sacou R$ 1 mil e embarcou em um táxi rumo ao mirante da Floresta da Tijuca

O corpo do desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho foi encontrado na tarde de terça (19) nos arredores da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca. Ele foi localizado por agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e do Corpo de Bombeiros.

Segundo a Polícia Civil, não havia sinais aparentes de violência. As circunstâncias da morte ainda são investigadas.

Separado, ele deixa três filhos: uma mulher, um homem e uma menina de 8 anos.

Alcides tinha 64 anos e era desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) e foi afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em maio do ano passado por suspeita de agressões contra a ex-mulher. Ele chegou a ser levado algemado para a delegacia, após resistir à intervenção policial.

Segundo seu irmão, o contador aposentado José Paulo Martins Ribeiro, por causa disso ele estava há um ano sem ver a filha caçula. O magistrado tinha sido visto pela última vez no dia 14 de abril.

De acordo com as investigações, naquele dia ele sacou R$ 1 mil e embarcou em um táxi rumo ao mirante da Vista Chinesa, no fim da tarde. Desde então, não haviam mais notícias sobre seu paradeiro.

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Em nota enviada ao jornal O Globo, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, que atua como assistente qualificada da ex-mulher do desembargador federal, afirmou que ela foi vítima de violência doméstica e familiar. O órgão destacou ainda que o magistrado “foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pela prática de crimes relacionados à violência doméstica e outros tipos penais.

O processo tramita em segredo de justiça perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ), que deferiu medida protetiva de urgência em favor da vítima”, disse, em nota. “A Instituição reafirma seu compromisso com a proteção integral das mulheres em situação de violência e repudia qualquer tentativa de culpabilização ou revitimização da assistida, ainda que no contexto de um cenário aflitivo como o do desaparecimento do desembargador federal”, ressaltou a defensoria.

Também em nota, o TRF-2 manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas do magistrado. Nos bastidores do órgão, segundo o jornal, o desaparecimento do magistrado era tratado com preocupação.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do tribunal estava realizando reuniões semanais com os investigadores da Polícia Civil para acompanhar o andamento das apurações.

Fonte: VEJA RIO.

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