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Primeira usina solar em comunidade no Brasil: entenda a iniciativa pioneira de Niterói


A comunidade Boa Vista, em Niterói, será a primeira favela do Brasil a ser transformada em uma usina de energia solar. Pelo menos esse é o objetivo da prefeitura, que garante o início das operações a partir de junho.

Nesta terça-feira (19) o prefeito Rodrigo Neves fez uma vistoria no local, dentro da agenda do programa Prefeitura Móvel, iniciado na última segunda-feira (18) no Horto do Fonseca.

Durante a visita, o chefe do Executivo detalhou o panorama financeiro e ambiental do empreendimento. “Estamos aqui no Morro do Boa Vista implantando a primeira usina de energia solar em uma favela no Brasil.

Fizemos um investimento muito grande, de R$ 10 milhões, em um projeto que integra produção de energia de forma sustentável. O mais importante é que esse investimento retorna para a cidade em até 7 anos, porque a usina vai gerar uma economia de cerca de R$ 1,6 milhão por ano na conta de energia da Prefeitura de Niterói”, declarou Rodrigo Neves, que apontou ainda o plantio de mais de 100 mil árvores na região ao longo da última década.

A vice-prefeita e secretária municipal do Clima e Sustentabilidade, Isabel Swan, acompanhou a agenda e avaliou os impactos estruturais da iniciativa para o município e para os moradores locais.

“É muito gratificante ver esse projeto saindo do papel. São 3.

400 painéis solares em uma iniciativa inovadora, que beneficia a comunidade e contribui para a resiliência climática do município. Além da geração de energia limpa, o projeto também ajuda na prevenção de incêndios e conta com sistema de coleta de água.

Os painéis solares representam uma revolução na produção de energia e, mais uma vez, Niterói está na frente”, afirmou Isabel Swan.

Como vai funcionar?

O complexo energético contará com mais de 2 mil módulos fotovoltaicos, com capacidade estimada para gerar cerca de 150 mil kWh mensalmente. A eletricidade produzida abastecerá os equipamentos públicos municipais, com o objetivo de reduzir os custos operacionais da administração direta e ampliar as metas de sustentabilidade da cidade.

Além do sistema de captação fotovoltaica, o desenho de engenharia do parque prevê um mecanismo de captação, armazenamento e reuso de águas pluviais. A água da chuva armazenada será direcionada exclusivamente para a manutenção e limpeza periódica das placas solares.

Representantes da comunidade também se manifestaram sobre as expectativas sociais do projeto. “A comunidade está radiante com esse trabalho que foi feito, que é sensacional.

Isso aqui vai gerar emprego, vai gerar qualificação. Os jovens vão poder se qualificar na área de energia solar.

Então é só felicidade, só alegria”, disse o presidente da Associação de Moradores do Morro do Boa Vista, Victor Barcelos.

Infraestrutura e contenção de encostas

Na mesma ocasião, foi assinada a contratação da empresa responsável pelas obras de reforma dos centros comunitários e da sede da Associação de Moradores do Morro do Boa Vista. O pacote de intervenções autorizado pela municipalidade inclui serviços de drenagem, escoamento de águas, pavimentação de vias, aplicação de solo grampeado, instalação de guarda-corpos e reestruturação das vielas de acesso com ligação para a Rua Silveira da Mota.

A comitiva oficial encerrou a agenda vistoriando as obras de estabilização de taludes em andamento na Rua Silveira da Mota. O conjunto de intervenções visa mitigar os riscos de deslizamentos de terra e reduzir os impactos de temporais na localidade.

O projeto de engenharia civil para o trecho contempla a execução de cortinas atirantadas, solo grampeado, implantação de canaletas de drenagem, construção de muro de blocos e instalação de dispositivos de segurança urbana.

Fonte: Enfoco.

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