Segurança Pública

MP-RJ recomenda suspensão de torcidas organizadas de Flamengo e Vasco após briga no Maracanã que cegou jovem


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) emitiu uma recomendação oficial nesta segunda-feira (18) pedindo o afastamento das torcidas organizadas Jovem Fla, do Flamengo, e Força Jovem, do Vasco. A punição sugerida é de 10 partidas de suspensão e ocorre em decorrência do confronto violento entre as torcidas no clássico do último dia 3 de maio, episódio em que um jovem perdeu a visão após ser atingido por uma bala de borracha nos arredores do Maracanã.

A notificação foi elaborada e enviada pelo Grupo de Atuação Especializada em Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ) diretamente ao Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe), da Polícia Militar.

De acordo com o texto assinado pela promotoria, as duas agremiações ficam proibidas de portar ou exibir faixas, bandeiras, instrumentos de percussão e vestimentas ou acessórios que façam alusão às marcas das organizadas. A restrição é válida tanto para o interior das praças esportivas quanto para os perímetros de segurança no entorno das arenas em todo o território fluminense.

A manifestação do Ministério Público tomou como base um conjunto de laudos técnicos, registros audiovisuais e boletins de ocorrência que comprovaram os tumultos generalizados e os atos de selvageria promovidos pelos integrantes das duas torcidas após o término da partida. O órgão destaca que a conduta violenta representa uma quebra direta das cláusulas do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que havia sido assinado pelas lideranças dos grupos.

O acordo citado prevê punições graduais, que vão de avisos formais a suspensões severas, sempre que constatados episódios de agressão ou ameaças à segurança coletiva, inclusive em períodos que não coincidam com os dias de jogos. Na visão dos promotores, o histórico recente de reincidência e o alto grau de violência do último caso exigem uma postura mais enérgica do Estado.

Paralelamente ao pedido de sanção, o Ministério Público fixou um prazo de até cinco dias para que as diretorias de ambas as organizadas encaminhem um cadastro atualizado contendo o nome completo de todos os seus membros afiliados, além de exigir explicações formais detalhando o envolvimento das agremiações nos distúrbios ocorridos.

O requerimento agora aguarda o parecer e a homologação por parte do comando do Bepe. Segundo o MPRJ, a investida possui finalidade essencialmente preventiva, visando resguardar a integridade física dos torcedores nos estádios e intensificar a punição aos grupos que promovem o vandalismo no cenário do futebol carioca.

Fonte: Diário do Rio.

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