‘O quinto escalão da máfia assumiu o governo do Rio’, diz Paes sobre crise política no estado
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que “o quinto escalão da máfia assumiu o governo do Rio” ao comentar a crise política e institucional enfrentada pelo estado. A declaração foi dada em entrevista à colunista Daniela Lima, do UOL, durante passagem do político por Oxford, no Reino Unido.
Paes participou, neste sábado (16), de um encontro com estudantes e pesquisadores brasileiros na Inglaterra e em outros países da Europa, onde falou por mais de uma hora sobre gestão pública e governança. Entre o fim da palestra e o retorno ao Brasil, o prefeito comentou o cenário político fluminense e direcionou críticas ao grupo ligado ao ex-governador Cláudio Castro.
Críticas ao grupo político de Castro
Durante a entrevista, Eduardo Paes afirmou que o Rio de Janeiro atravessa uma crise institucional agravada após as eleições de 2018. Segundo ele, o processo eleitoral acabou permitindo a permanência de estruturas políticas que, em sua avaliação, já dominavam os bastidores do poder no estado.
“Vamos lá… O Rio, hoje, vive uma crise política e institucional. As eleições de 2018, que, em tese, tinham de ser de arrumação —e eu não falo como derrotado, porque fui— acabaram servindo ao sistema.
Ele, o sistema, se travestiu no [ex-juiz] Wilson Witzel. Essa gente toda, a começar pelo Cláudio Castro, era o quinto escalão de uma máfia.
Então, foi o quinto escalão da máfia quem assumiu o governo do Rio”, declarou.
A fala ocorre em meio ao histórico de investigações, afastamentos e prisões envolvendo antigos governadores do estado. O grupo político adversário de Castro considera que o ex-governador ocupa posição central no agravamento da crise política fluminense.
“O dono do governo era o sistema”, afirma Paes
Na entrevista, Paes também comentou a relação entre integrantes do governo estadual e figuras influentes da política nacional. Sem acusar diretamente aliados de cometer crimes, o prefeito disse que o estado teria sido capturado por um sistema de interesses.
“Então, no mínimo, há omissão. Mas eu não tenho como acusá-lo de qualquer ilícito ou atividade criminosa no governo do estado.
Seria forçar a mão dizer que o Flávio (Bolsonaro) era o dono do governo. Na verdade, o dono do governo era o sistema, a máfia.
Nem o governador era o dono do governo… O Castro não delegou poder, ele delegou autoridade”, afirmou.
Por sua vez, Cláudio Castro nega irregularidades e afirma ter atuado sempre dentro da legalidade e em defesa dos interesses do estado do Rio de Janeiro. Em manifestação pública recente, o ex-governador declarou que agiu com lisura e rejeitou acusações relacionadas a supostos vínculos entre empresas privadas e o crime organizado.
Fonte: Agenda do Poder.
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