Polícia prende mãe e filho suspeitos de golpe imobiliário de R$ 200 mil em Cabo Frio
Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de mãe e filho, na manhã desta sexta-feira, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A dupla é suspeita de chefiar um esquema de fraudes imobiliárias que causou um prejuízo estimado em mais de R$ 200 mil por meio de falsas vendas e locações de propriedades.
Após meses de monitoramento conduzido pela 126ª DP (Cabo Frio), os agentes localizaram os investigados no bairro Reserva do Peró.
Segundo o relatório oficial da corporação, os criminosos dividiam as tarefas para aplicar os golpes. A mulher ficava responsável por intermediar os contratos fictícios e atrair os clientes, enquanto o filho assumia a postura de corretor de imóveis para transmitir credibilidade e segurança jurídica às transações.
Em um dos episódios mapeados pela polícia, os dois receberam um adiantamento de R$ 20 mil pela venda de uma propriedade que, na verdade, já pertencia a outra pessoa.
A ficha levantada pelos investigadores revela que o estelionato funcionava como a principal fonte de renda da mulher. Contra ela, a Polícia Civil contabiliza 45 registros de ocorrência por práticas semelhantes e outras 22 anotações criminais.
O filho também é alvo recorrente em diferentes inquéritos em andamento na delegacia local.
Diante do conjunto de provas reunido, o Poder Judiciário autorizou o indiciamento dos acusados pelos crimes de estelionato e associação criminosa, determinando ainda o bloqueio imediato de suas contas bancárias e o confisco de patrimônio. Os agentes relataram que os suspeitos adotavam uma rotina itinerante, alterando o endereço residencial com frequência para despistar o setor de buscas, tendo inclusive passado um período escondidos no município de Macaé.
O paradeiro final dos infratores foi descoberto após ações de inteligência que contaram com o cruzamento de dados estratégicos junto à Polícia Federal. O cerco tático foi montado na Reserva do Peró, área litorânea de forte apelo turístico em Cabo Frio, onde os dois permaneciam ocultos.
Fonte: Diário do Rio.
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