Moradores e comerciantes da Região Central de Niterói voltaram a sofrer com a interrupção no fornecimento de energia elétrica nesta terça-feira (12). A irregularidade no serviço tornou-se frequente nas últimas semanas, gerando prejuízos e insegurança.
Além das residências, o apagão impactou severamente empresas, lojas e centros comerciais desde o período da manhã. Rodrigo Lima, superintendente do Mercado Municipal de Niterói, relatou que não houve aviso prévio sobre qualquer manutenção programada na rede.
“Estamos sem energia desde as 11h. Já perdemos o horário do almoço, que é fundamental para o faturamento dos restaurantes do espaço”, lamentou o superintendente.
Falhas recorrentes e silêncio da Enel
Nas últimas semanas, as interrupções tornaram-se rotina na região, prejudicando o funcionamento de supermercados e até de serviços essenciais, como delegacias locais. Procurada, a concessionária Enel Distribuição Rio voltou a justificar que o desligamento foi programado, ‘avisado com antecedência para o cliente, para reparos e manutenções necessárias’.
Segundo a concessionária, o retorno do fornecimento foi programado para o início da noite desta terça (12). A Enel, não entanto, ainda não esclareceu por quais meios informa seus clientes sobre interrupções.
Questionada sobre os métodos de prévio aviso aos clientes, a concessionária esclareceu que realiza o aviso aos clientes que serão impactados com o prazo mínimo de três dias de antecedência, por intermédio de duas comunicações. A primeira forma, que é determinada pela Aneel e obrigatória a todas as distribuidoras de energia, é a publicação do aviso de desligamento em jornal impresso da região.
A segunda, feita por iniciativa da Enel para reforçar a comunicação, é a entrega de um aviso por escrito para os titulares das contas, também com prazo mínimo de 72 horas de antecedência.
Custo de luz mais cara
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou para este mês de maio a vigência da bandeira tarifária amarela, ou seja, conta de luz mais cara. A mudança é motivada pela redução no volume de chuvas e pela queda no nível dos reservatórios, obrigando o acionamento de termelétricas, uma fonte de energia mais cara.
Após uma sequência de bandeira verde desde janeiro, a tarifa amarela adiciona agora um custo de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Fonte: Enfoco.
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