O Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), poderá ser reconhecido como Patrimônio Histórico e Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A proposta consta no Projeto de Lei nº 3.
523/2024, de autoria da deputada Verônica Lima, do PT.
O texto foi aprovado em primeira discussão pela Alerj nesta terça-feira (12/05). Para virar lei, ainda precisa passar por uma segunda votação no plenário da Casa.
Localizado na Praça XV, no Centro do Rio, o edifício completou 100 anos em 2026 e é considerado um dos principais símbolos da vida política brasileira. Além de sua função institucional, o prédio guarda uma relação direta com a memória da democracia, da política fluminense e da própria história do país.
A proposta também autoriza o poder público a promover ações de preservação histórica e incentivo cultural no espaço. Essas atividades poderão ser realizadas em parceria com entidades da sociedade civil.
“Esse espaço tem uma importância além de histórica, cultural e simbólica para a democracia brasileira e para a memória política do Estado”, destacou Verônica Lima.
Um prédio ligado à memória política do país
Antes da construção do atual palácio, o terreno abrigava a antiga Cadeia Velha, onde Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ficou preso antes de sua execução, em 1792.
O prédio atual foi inaugurado em 1926, em estilo eclético, com projeto dos arquitetos Archimedes Memória e Francisco Couchet. Ao longo do século XX, o espaço sediou a Câmara dos Deputados, recebeu posses presidenciais e abrigou órgãos do Governo Federal durante o Estado Novo.
Com a transferência da capital federal para Brasília, em 1960, o Palácio Tiradentes passou a sediar a Assembleia Legislativa do antigo Estado da Guanabara. Depois da fusão entre Guanabara e Rio de Janeiro, em 1975, tornou-se sede da Alerj.
Além do peso político e arquitetônico, o palácio também se consolidou como espaço cultural e turístico. Atualmente, recebe visitas guiadas, exposições, apresentações musicais e outros eventos abertos ao público.
Fonte: Diário do Rio.
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