A falta de luz na favela da Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, já completa oito dias, impactando severamente a vida dos moradores. Entre eles está Maria do Carmo Bezerra, de 73 anos, que divide a casa com quatro pessoas, três cachorros e um gato. Com a geladeira sem funcionar, as refeições se limitam a alimentos não perecíveis, enquanto ela aguarda uma resposta da fornecedora de energia, a Light.
A Associação de Moradores da Rocinha estima que pelo menos 15 mil pessoas estejam sem energia elétrica, e a situação se agravou nas últimas duas semanas. A Light alega que o aumento do consumo, ligado ao calor intenso e às ligações clandestinas, levou à sobrecarga na rede elétrica. A empresa afirma que recebeu 127 ocorrências de falta de luz na Rocinha na última semana.
Os moradores argumentam que a empresa não acompanhou o crescimento da favela, resultando em uma infraestrutura inadequada para a demanda crescente de energia. Eles solicitam a renovação da rede, o aumento da potência e a expansão da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), que oferece descontos para famílias de baixa renda.
Enquanto isso, Tamires da Silva, 28 anos, mãe de quatro filhos, compartilha o estresse de viver sem luz, abanando as crianças para amenizar o calor sufocante. Os moradores buscam dignidade e uma solução rápida para a situação, enquanto a Light alega que parte da problemática está relacionada a furtos de energia, atingindo 83,74% na região.
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