Foto: TV BrasilGov / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou na segunda-feira, 29, que irá solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a relação dos parlamentares que foram alvos de um esquema de monitoramento considerado ilegal, conduzido pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
Pacheco expressou sua intenção de "enviar um ofício ao STF para obter informações sobre quais senadores foram clandestinamente monitorados", conforme comunicou à colunista Andréia Sadi, do G1.
No mesmo dia, a Polícia Federal (PF) realizou uma operação que resultou na execução de nove mandados de busca e apreensão, no contexto da investigação do esquema de espionagem considerada ilícita, que tinha como alvo opositores e críticos do presidente Bolsonaro.
De acordo com os dados das investigações da PF, a espionagem estava sendo conduzida por meio do software israelense denominado FirstMile, o que acarretava no armazenamento dos dados em território estrangeiro.
O diretor-geral da PF, Andrei Passos, revelou que aproximadamente 30 mil brasileiros foram objeto dessa prática.
É relevante mencionar que o ex-diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem (PL-RJ), atualmente deputado federal e sujeito da operação da semana passada, possui laços estreitos com a família Bolsonaro.
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