Apoiores do ex-presidente Jair Bolsonaro demonstram preocupação com o controle de narrativas de ataque ao Supremo Tribunal Federal (STF) no evento marcado na Avenida Paulista neste domingo, 25.
A inquietação surge em meio a investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado, colocando Bolsonaro sob escrutínio.
Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil e atual senador, fez um apelo nas redes sociais aos apoiadores radicais, apelidados de "lacradores", para se absterem de participar de um evento convocado por Bolsonaro.
O ex-presidente anunciou o ato como uma mobilização "pacífica, em defesa do Estado Democrático de Direito", salientando temas como liberdade, família e futuro.
Nogueira comparou o evento a uma "reunião familiar", enfatizando a rejeição a ataques e ofensas. Instruiu-se deputados aliados a não empregar recursos públicos para suas despesas durante o evento. Autoridades, incluindo a Polícia Federal e ministros do STF, monitorarão a manifestação.
Em paralelo, Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, suspendeu pagamentos a figuras-chave, incluindo o general Braga Netto, devido a suspeitas relacionadas ao inquérito de tentativa de golpe. A mobilização inclui caravanas de diversos estados, indicando motivações eleitorais.
Um estudo da Universidade Federal da Bahia detectou mobilização no Telegram entre apoiadores de Bolsonaro, referenciando eventos anteriores como o dia 8 de janeiro e promovendo teorias da conspiração, incluindo a possibilidade de prisão de Bolsonaro durante o protesto.
Com informações do Correio Braziliense
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