O Ministério Público Eleitoral, por intermédio da 125ª Promotoria Eleitoral, protocolou uma Ação de Impugnação contra a candidatura de Anthony Garotinho ao cargo de vereador no município do Rio de Janeiro.
A ação alega que Garotinho, ex-governador do Estado, está inelegível até 2026 devido a uma condenação por improbidade administrativa em 2018.
Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Garotinho foi condenado por envolvimento em um esquema que desviou R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde durante os anos de 2005 e 2006, período em que sua esposa, Rosinha Matheus, era a governadora e ele servia como secretário de Estado de Governo.
O esquema, conforme descrito pelo MPE, consistiu na dispensa indevida de licitação e contratação ilícita da Fundação Pró-Cefet para gerenciar o projeto "Saúde em Movimento", anteriormente sob a administração da Fundação Escola de Serviço Público (Fesp).
O MPE destaca que Garotinho teria facilitado o rompimento do contrato com a Fesp, permitindo assim o desvio de recursos públicos. A 15ª Câmara Cível, ao condená-lo, indicou que a substituição de contratos foi estratégica para o funcionamento do esquema de desvios.
Com base nessas alegações, o MPE defende que Garotinho não possui as condições legais necessárias para concorrer ao cargo público pretendido.
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