Na presente semana, o mercado financeiro manifesta otimismo em relação à reunião agendada do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
Segundo levantamento conduzido pelo Valor, no qual foram consultadas 142 instituições financeiras e consultorias para capturar as perspectivas do mercado, as expectativas convergem para a probabilidade de um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, que poderia atingir 11,25% ao ano após a decisão do comitê.
A previsão de redução na Selic reflete a atitude cautelosa do Copom face à dinâmica inflacionária e às circunstâncias econômicas, tanto domésticas quanto internacionais.
A escassa comunicação do comitê desde a última reunião, juntamente com os indicadores econômicos que se apresentam moderados, sustentam a impressão de que a autoridade monetária prosseguirá com sua estratégia de flexibilização dos juros, porém de maneira gradual e prudente.
O cenário internacional favorável à desinflação contrasta com a apreensão local relacionada à inflação de serviços, que dá mostras de aumento.
A divulgação do IPCA-15 de janeiro despertou essa inquietação, ao evidenciar o aumento da inflação subjacente nos serviços.
Neste contexto, o mercado aguarda com expectativa a deliberação do Copom e os indícios que serão emitidos acerca das próximas etapas da política monetária no Brasil.
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