Foto: Chensiyuan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Madonna surpreendeu o Brasil ao subir ao palco gigante montado na praia de Copacabana neste sábado, 4. Com quase uma hora de atraso, a cantora foi recebida por uma multidão estimada em 1,6 milhão de pessoas, segundo a Riotur, empresa de turismo vinculada à prefeitura.
O show seguiu o roteiro da turnê "The Celebration Tour", onde Madonna faz uma espécie de teatro, dividido em atos, da própria trajetória.
As homenagens a personalidades como Cazuza e Renato Russo, que morreram em decorrência da Aids, emocionaram o público.
Madonna também contou histórias de sua vida e relembrou seus tempos de banda punk, tocando sucessos como "Burning Up" e "Into the Groove".
A performance de "Vogue", que contou com a participação de Anitta, foi um dos pontos altos da noite. O visual do show, com fogo contínuo e plataformas suspensas, combinou perfeitamente com a energia dos dançarinos e a música.
Em um dos momentos mais emocionantes, Madonna se lembrou do amigo Keith Haring, artista que morreu vítima da Aids, e prometeu lutar pelos direitos dos gays até o fim da vida. O público brasileiro, que se mostrou animado desde o início, correspondeu com gritos de "Madonna, eu te amo".
O show, que contou com a participação da bateria de uma escola de samba e de Pabllo Vittar, foi mais do que um espetáculo musical. Foi a celebração da vida pela música, como nos desfiles na Sapucaí, e uma demonstração do poder de Madonna em quebrar tabus e inspirar liberdade.
Aos 65 anos, Madonna pode não mexer o corpo como antes, mas sua presença continua sendo impactante. Seu show em Copacabana foi um lembrete do legado artístico e provocativo que ela representa, e de como sua música e sua arte continuam influenciando gerações.
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