A presidente do PT e deputada federal, Gleisi Hoffmann, usou as redes sociais nesta quinta-feira (24) para criticar as recentes declarações de Paulo Picchetti, diretor de assuntos internacionais e gestão de riscos corporativos do Banco Central.
Picchetti havia indicado a possibilidade de um novo aumento na taxa de juros, comentário que Hoffmann considerou imprudente.
Durante uma reunião com uma empresa de investimentos, Picchetti mencionou que "há razões claras" para iniciar um ciclo de alta nos juros no Brasil.
Hoffmann contestou a postura do diretor, afirmando que suas observações, além de equivocadas, não deveriam ser feitas publicamente devido ao seu papel significativo no Comitê de Política Monetária (Copom) e na autoridade monetária do país.
"Como pode um diretor do BC declarar, numa reunião com empresa de investimentos, que 'há razões claras' para iniciar um ciclo de alta de juros no país? Ele não estava numa atividade acadêmica para defender suas teses, que por sinal estão erradas.
Ele é parte da autoridade monetária, tem assento no Copom e devia ter mais responsabilidade, porque sua fala sinaliza uma disparada na especulação. Membros do BC não deveriam sair falando por aí", postou Hoffmann na rede social X (antigo Twitter).
Esta crítica surge no contexto de uma decisão recente do Banco Central de elevar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, alcançando 10,75% ao ano, em resposta ao fortalecimento da atividade econômica.
A posição de Hoffmann reflete preocupações sobre o impacto das declarações de figuras influentes no mercado financeiro e na estabilidade econômica do país.
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