Foto: Chensiyuan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, expressou solidariedade ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, após um incidente de agressão ocorrido no aeroporto internacional de Roma.
O episódio, que também envolveu a família do ministro, aconteceu na sexta-feira (14), e a Polícia Federal já iniciou um inquérito para investigar os fatos.
Alckmin, que está no cargo temporariamente devido à viagem do presidente Lula a Bruxelas para a 3ª Reunião de Cúpula da Celac-UE, utilizou as redes sociais para repudiar o ataque. Inadmissíveis as agressões ocorridas contra o ministro Alexandre de Moraes.
Manifesto toda minha solidariedade ao ministro e a sua família, e repudio a forma desrespeitosa e agressiva dos atos perpetrados.
O Brasil votou pela democracia. O clima de ódio e desrespeito provocados por alguns não pode continuar", postou Alckmin no Twitter.
De acordo com relatos, os agressores utilizaram expressões ofensivas como "bandido", "comunista" e "comprado".
Um dos suspeitos identificados é Roberto Mantovani Filho, um empresário de 71 anos do interior de São Paulo. Mantovani negou ter interagido com Moraes durante o encontro no aeroporto, apesar de confirmar sua presença no local.
O incidente recebeu ampla condenação de diversas autoridades brasileiras, incluindo o procurador-geral da República, Augusto Aras, que descreveu a agressão como "repulsiva" e destacou a gravidade de envolver a família do ministro. As medidas legais apropriadas estão sendo tomadas pelo Ministério Público Federal.
Este ataque ocorre em um momento em que Moraes estava na Itália para participar de um fórum internacional de direito na Universidade de Siena, contribuindo para um painel sobre Justiça Constitucional e Democracia.
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