Federação de Favelas (FAFERJ) considera interdição do campo do Vasco um ato de racismo
A Federação de Favelas entrou como parte interessada no processo de interdição do Estádio São Januário.
A decisão que impede o estádio de receber público mesmo após o Vasco da Gama já ter cumprido punição esportiva determinada pelo STJD é considerada pela Faferj arbitrária e elitista.
O diretor de Relações Estratégicas e Institucionais da Faferj, Derê Gomes, esteve em São Januário em um encontro com Horácio Junior, vice-presidente de Responsabilidade Social do Vasco, onde anunciou a medida.
Para Derê Gomes "as favelas se tornam parte interessada do processo quando a decisão afeta diretamente a vida de mais de 20 mil favelados que moram na Barreira do Vasco e quando na decisão as justificativas aparecem carregadas de preconceitos e equívocos sobre as favelas."
Para Renata Lira, vascaína e Advogada da Faferj "tá na hora da favela falar por ela mesmo, sobre a sua própria realidade. Já nos posicionamos publicamente e agora vamos nos posicionar nos autos do processo".
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