O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, afirmou nesta terça-feira, 16, que é uma "falácia" a acusação de parlamentares aliados do governo Lula de que ele foi um dos mandantes do assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL).
Marielle foi morta por integrantes do crime organizado em uma área sem câmeras na região central do Rio de Janeiro.
"Nunca houve isso [envolvimento com milicianos]. São seis mandatos e jamais houve envolvimento com milicianos", declarou Brazão ao depor no Conselho de Ética da Câmara como testemunha de defesa de seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ).
Investigadores da Polícia Federal estão apurando se as denúncias de Marielle contra a exploração imobiliária ilegal em algumas regiões do município do Rio foram o principal motivo para o assassinato.
As críticas da parlamentar teriam incomodado os interesses dos irmãos Brazão, que foram presos, junto com Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do estado do Rio.
Entre os presos, estão dois milicianos. Um deles é o ex-policial militar Ronnie Lessa, que confessou ter efetuado os disparos contra o carro onde estava Marielle, em março de 2018. O outro ex-PM detido, Élcio Queiroz, admitiu ter dirigido o veículo de onde partiram os tiros contra a vereadora.
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