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Chefe da PF representa contra deputado por ofensas em audiência na câmara
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Chefe da PF representa contra deputado por ofensas em audiência na câmara


O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, irá apresentar uma representação contra o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), após ter sido chamado de "prevaricador" pelo parlamentar durante uma audiência na Câmara dos Deputados na última terça-feira. A informação foi reportada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

O incidente ocorreu em uma sessão com a presença de Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública, onde Van Hattem discutiu seu indiciamento anterior pela Polícia Federal por calúnia e difamação.

O indiciamento veio após acusações feitas pelo deputado contra o delegado Fábio Alvarez Shor, que trabalha com o ministro Alexandre de Moraes em inquéritos que investigam Jair Bolsonaro e outros políticos.

Na audiência, Van Hattem criticou duramente as ações de Shor, alegando que o delegado produzia "relatórios absolutamente fraudulentos contra pessoas inocentes" e agia "como bandido".

O parlamentar defendeu sua imunidade parlamentar, argumentando que não deveria ter sido indiciado pelo discurso contra o policial, e desafiou Rodrigues a prendê-lo naquele momento.

"Se há o entendimento que estou fazendo crime contra a honra, por que o seu chefe na PF, o diretor-geral Andrei, que está aqui, não me prende agora, em flagrante delito? Se é um crime contra a honra, que me prenda", declarou Van Hattem durante a sessão, conforme registrado nas notas taquigráficas da Câmara.

O ministro Lewandowski reagiu com indignação às declarações do deputado e solicitou que fossem registradas oficialmente. Com as notas taquigráficas, a Polícia Federal possui agora um registro documentado das ofensas proferidas por Van Hattem.

A representação de Rodrigues busca apurar se o deputado cometeu um crime contra sua honra durante a audiência. Esse movimento do diretor-geral da PF é um passo significativo em um contexto de tensões crescentes entre políticos e agentes da lei, refletindo as complexidades das interações entre imunidade parlamentar e responsabilidade legal.

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