Edson Santos Chacina da Candelária - três décadas de uma cicatriz aberta
Por Edson Santos, vereador no Rio de Janeiro, pelo PT
A Chacina da Candelária, um dos episódios mais sombrios da história do Brasil, completa 30 anos no dia 23. Este marco trágico, que deixou uma cicatriz indelével na sociedade brasileira, é um lembrete constante da violência do Estado e da luta contínua contra a impunidade.
Na madrugada de 23 de julho de 1993, oito jovens foram brutalmente assassinados em frente à Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro. Eles eram parte de um grupo de crianças e adolescentes que buscavam refúgio nas ruas da cidade, longe da violência doméstica e da pobreza extrema. A maioria das vítimas tinha entre 14 e 20 anos, mas uma delas, a mais jovem, tinha apenas 11 anos.
Os autores desse crime hediondo eram policiais e ex-policiais, representantes do próprio Estado que deveriam proteger os cidadãos. Este evento chocante expôs a brutalidade da violência policial e a impunidade que muitas vezes acompanha esses atos.
Trinta anos depois, a violência policial continua a ser uma realidade preocupante no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro. De acordo com dados recentes, o número de mortes causadas pela polícia no Rio tem aumentado nos últimos anos. Em 2022, a polícia do Rio foi responsável por 1.245 mortes, um aumento significativo em relação aos anos anteriores[^1^].
A Chacina da Candelária é um lembrete doloroso de que a luta contra a violência do Estado e a impunidade ainda está longe de terminar. Enquanto as famílias das vítimas continuam a buscar justiça, a sociedade brasileira deve se unir para garantir que tais atrocidades nunca mais se repitam.
Neste aniversário de 30 anos, lembramos e honramos as vítimas da Chacina da Candelária:
- Paulo Roberto de Oliveira
- Anderson de Oliveira Pereira
- Marcelo Cândido de Jesus
- Valdevino Miguel de Almeida
- “Gambazinho”
- Leandro de Conceição Santos
- Marcos Antônio Alves da Silva
- “Pardal”
1: Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública
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