Nos meses que antecederam os atos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram a Praça dos Três Poderes em Brasília, importantes encontros ocorreram envolvendo o general Eduardo Villas Bôas, ex-assessor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República durante o governo Bolsonaro.
Segundo relatos, Bolsonaro e o general Braga Netto, ex-ministro da Defesa, visitaram Villas Bôas em duas ocasiões em dezembro de 2022, conforme reportagem da Folha de S.Paulo.
A Polícia Federal está investigando um suposto plano golpista ligado a aliados de Bolsonaro, com atenção voltada para uma troca de mensagens entre o general Walter Braga Netto e o capitão Ailton Barros em 17 de dezembro, que mencionava críticas a uma visita feita por Tomás Ribeiro Paiva a Villas Bôas. As investigações buscam esclarecer detalhes sobre as reuniões e as intenções por trás delas.
General Tomás Ribeiro Paiva, que foi instruído por Villas Bôas na Academia Militar das Agulhas Negras e posteriormente nomeado chefe de gabinete durante o comando de Villas Bôas no Exército, negou alegações de tentativa de chantagem em um evento fechado, referindo-se a Villas Bôas como um amigo próximo e refutando as acusações como "uma mentira sórdida".
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