Foto: Chensiyuan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Um recente relatório divulgado pela Polícia Federal lança luz sobre as táticas empregadas por apoiadores do bolsonarismo para esquivar-se de prisões ordenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente após os eventos de 8 de janeiro de 2023.
Dentre os diálogos interceptados, uma troca de mensagens entre Mauro Cid e um militar destaca-se pela sugestão de que confrontos diretos e negociações privadas seriam eficazes em prevenir detenções, conforme reportagem da Veja.
Em 10 de janeiro de 2023, Cid articula que a melhor estratégia para evitar a prisão de figuras chave, seguindo os tumultos de 8 de janeiro, seria por meio de uma abordagem direta e reservada.
Ele cita o caso de "Flávio", supostamente poupado de prisão por tal método, como exemplo de sucesso dessa abordagem:
“De toda minha ‘experiência’ nesse ambiente… A única coisa que resolve, sem maiores ‘rupturas’, é uma conversa a porta fechada… Com dedo na cara… Foi assim que o Flávio não foi preso…”, relata Cid em uma mensagem.
A identidade do mencionado "Flávio" e do interlocutor capaz de influenciar decisões do STF não é especificada, deixando abertas questões sobre a extensão e os participantes dessas negociações.
A revelação de tais estratégias vem à tona em um momento de intensa investigação sobre atos golpistas e a resistência de setores do bolsonarismo às determinações do STF.
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