Foto: Chensiyuan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, foi notificado para prestar depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília, nesta quinta-feira, 22. Conforme reportagem do G1, a defesa de Torres assegurou sua presença e disposição em responder às perguntas, sem optar pelo silêncio.
A intimação de Torres ocorre no contexto de uma investigação sobre uma possível tentativa de golpe de Estado, envolvendo também outros suspeitos. A lista de convocados para depor inclui importantes figuras políticas e militares.
A defesa do ex-ministro destacou sua intenção de cooperar integralmente com as investigações, enfatizando o compromisso de Torres em esclarecer quaisquer dúvidas relacionadas ao caso.
Essa postura vem após Torres ser preso por suposta negligência relacionada aos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.
Além de Torres, o ex-presidente Jair Bolsonaro e diversos ex-assessores e ministros foram intimados pela operação Tempus Veritatis, iniciada em 8 de fevereiro.
Essa operação investiga tentativas de subverter o resultado das eleições de 2022, que culminaram na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.
Este inquérito, que avança sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), sugere a existência de múltiplos núcleos operacionais que visavam impedir a posse do atual presidente.
As investigações também examinam uma reunião ministerial liderada por Bolsonaro, na qual se discutiu a necessidade de ação antes do resultado eleitoral, embora os advogados do ex-presidente neguem qualquer intenção golpista.
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