Nova Friburgo, a maior cidade do estado cujo campeão da Alerj ficou de fora — Foto: Donatas Dabravolskas, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
Rodrigo Ascoly, do PL, foi o candidato mais votado de Nova Friburgo na eleição para a Alerj em 2026. O destino estadual dele foi a suplência do partido.
Foram 18.598 votos na cidade, diante de 94.433 válidos. A vantagem sobre o segundo colocado, Marcos Marins, do PSD, foi de 9.170.
Zé Alexandre, do PT, completou o pódio municipal, ainda mais atrás.
A concentração explica a história. De cada 100 votos de Ascoly no estado, 85 nasceram em Nova Friburgo.
O total estadual parou em 21.892. Fora da cidade, sobraram 3.294 votos espalhados pelo resto do Rio.
O melhor resultado fora da base veio em Bom Jardim, o sexto lugar com 472 votos. Na serra, Petrópolis e Teresópolis somaram juntas menos votos que Bom Jardim deu.
No ranking geral, a posição final foi 113º, vinte degraus abaixo do último eleito. A distância em votos até a cadeira foi de 5.555.
O próprio partido tinha fila à frente dele. Na fila de suplentes do PL, dez nomes terminaram com mais votos, entre eles Dr. Deodalto e Bruno Boaretto.
Nova Friburgo é a maior cidade do estado cujo campeão na disputa proporcional ficou de fora da Alerj. Da capital a Maricá, os campeões das cidades maiores todos conquistaram cadeira.
A cidade fez o seu campeão com folga de quase dez mil votos. O estado decidiu guardá-lo na reserva.
Os números são do arquivo de votação nominal por município e zona do TSE, com o recorte de 8 de outubro de 2026, e consideram apenas votos de destinação válida.
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