O Palácio Tiradentes, no centro do Rio, sede da Assembleia Legislativa do estado — Foto: Halleypo, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0
Dos 7.943.487 votos nominais válidos para deputado estadual no Rio, 3.014.985 não elegeram ninguém. São 38% do total, o voto que escolheu um candidato e não mudou a composição da Alerj.
O PL do governador Douglas Ruas levou a maior bancada, 21 das 70 cadeiras, com 2.054.741 votos, 25,9% do total. O partido converteu em cadeiras uma fatia maior do que a fatia de votos que recebeu.
O PT foi o mais eficiente da conta. Com 716.952 votos, 9% do total, levou 9 cadeiras, 12,9% da Assembleia, e empatou com o PSD na segunda maior bancada.
O PSD fez a conversão quase exata. Levou as mesmas 9 cadeiras com 985.253 votos, 12,4% do total.
PSOL ficou com 5 cadeiras e 6,7% dos votos. O PP levou as mesmas 5 com 6%, e o UNIÃO ficou com 4 apesar de 6,1% da votação.
Na ponta de baixo da eficiência, o MDB elegeu 2 deputados com 3,6% dos votos. O AGIR levou 1 cadeira com 2,5%, a pior conversão entre os partidos com assento.
O maior partido sem cadeira foi o Avante, com 115.446 votos válidos, 1,45% do total. O PODE ficou em 69.048 e também não elegeu ninguém.
Na Câmara Federal, o padrão se repete com números maiores. O PL levou 15 das 46 cadeiras, 32,6% da bancada, com 27% dos 8.467.054 votos válidos do estado para o cargo.
O recorde de conversão é do PCdoB. Com 192.960 votos, 2,3% do total, elegeu 2 deputados, quase o dobro de cadeiras por voto em relação à média das demais siglas.
O UNIÃO fez o caminho contrário na mesma eleição. Com 374.437 votos, 4,4% do total, elegeu 1 deputado, enquanto o PCdoB levou 2 cadeiras com quase metade dessa votação.
O Avante também ficou sem cadeira na Câmara, com 156.819 votos, 1,85% do total. O PSB somou 122.206 e o PODE 109.226, ambos sem eleger.
O PL saiu da urna de 4 de outubro com a maior bancada da Alerj e da Câmara do Rio. A conta da conversão colocou o partido do governador acima do peso dos votos nas duas casas.
Carregando comentários...