O plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, casa dos 46 eleitos pelo Rio em 2026 — Foto: MDB Nacional, Wikimedia Commons, CC BY 2.0
Nenhum deputado federal eleito em 2026 é dono de mais de sete cidades no Rio de Janeiro. O topo individual do mapa é Áureo Ribeiro (Solidariedade), o mais votado em sete dos 92 municípios.
A liderança dele tem uma marca rara no topo do mapa. As sete cidades do Solidariedade têm um único dono, e a fatia média de Áureo nelas é de 17,7%, com pico de 28,6% em Mendes.
O PL é o maior partido em cidades lideradas, 35 no total, mas espalha o domínio entre 13 deputados. Dani Cunha lidera em seis, com pico de 25,2% em Trajano de Moraes, e Altineu Cortes em outras seis, com 23,2% em Itaboraí.
O mapa federal é fragmentado. Os 92 municípios tiveram 46 líderes diferentes, e 26 dos eleitos lideram em uma única cidade.
Manoela Peres (PL) ficou com cinco municípios e a segunda maior fatia média entre os seis deputados que lideram em cinco cidades ou mais, 25,5%. Em Saquarema ela fez 65% dos votos nominais válidos da cidade para o cargo.
O dono mais concentrado do estado é Diogo Balieiro Diniz (PL), com cinco municípios e fatia média de 42,4%. O pico é Resende, onde fez 60,4% dos válidos locais.
Dr. Luizinho (PP) lidera em cinco cidades com fatia média de 12,7%, a menor entre os seis do topo. O deputado mais votado do estado, com 213.904 votos válidos, tem o pico em Nova Iguaçu, 19,5%.
Na capital, ninguém é dono. Rick Azevedo (PSOL) foi o líder com 106.678 votos, 3,4% dos nominais válidos da cidade para a Câmara.
O PSDB lidera em 13 municípios com oito deputados, e o PP em dez com quatro. Solidariedade, PSD e União completam o topo, com sete, seis e cinco cidades.
Na Assembleia Legislativa, o maior feudo individual é o dobro do federal. Jair Bittencourt (PL) é o mais votado em 14 municípios do Noroeste e do Norte, contra os sete de Áureo.
O topo estadual também é mais concentrado. Bittencourt fez 46,65% dos válidos de Itaperuna, enquanto o pico de Áureo em Mendes foi de 28,6%.
Em 2027, os 46 deputados do Rio chegam à Câmara com redutos desiguais. Há quem mande em sete cidades e quem mande em uma, e na maior cidade do estado a liderança coube a 3,4% dos votos.
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