Urna eletrônica UE2020, o equipamento usado nas eleições de 2026 — Foto: TSE, Wikimedia Commons, domínio público
As 70 cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio eleitas em 2026 saíram por 4.928.502 votos nominais válidos. A média fecha em 70.407 votos por cadeira.
O piso da conta pertence a Carlos Russo (DC), o eleito com menos votos pessoais, 27.447, que entrou pela média. O teto é de Índia Armelau (PL), com 248.504, eleita pelo quociente partidário.
A distância entre os dois extremos passa de nove vezes. Armelau fez 145.509 votos só na capital, mais de cinco vezes o total estadual de Russo.
Do total de 70, 59 deputados entraram pelo quociente partidário e 11 pela média. Os três menores pelo quociente foram Jari (PSB), com 34.199, Soldado Tobias (PRD), com 37.969, e Vantoil Martins (PSB), com 39.179.
Pela média, os votos pessoais sobem. Tia Ju (Republicanos) entrou com 47.302, Rafael Picciani (União) com 46.686 e Yuri Moura (PSOL) com 43.336, todos acima dos três menores do quociente.
O voto pessoal alto também não garante a cadeira. Prof. Josemar (PSOL) fez 41.730 votos válidos, terminou na suplência e fechou a eleição com uma votação 52% maior que a do deputado menos votado.
Ao todo, 23 candidatos não eleitos terminaram 2026 acima dos 27.447 de Russo. A lista usa apenas votos nominais válidos, a coluna do arquivo do TSE que separa o que contou do que foi anulado.
O que foi anulado tem número. Na eleição estadual, 32 candidatos tiveram 338.516 votos nominais com destinação anulado sub judice no arquivo do TSE.
João Drumond (PRD) lidera essa conta com 55.759 votos zerados, seguido de Diego Alba (PSDB), com 48.547, Renato Machado (PT), com 48.300, e Val Ceasa (PRD), com 47.080.
Somados, os votos anulados dariam 4,8 cadeiras na média de 70.407. O resultado oficial já vem retotalizado com essas urnas fora da soma.
Na Câmara Federal, a conta do Rio elegeu 46 deputados com 4.909.683 votos válidos, 37 pelo quociente e 9 pela média. O piso foi de Talita Galhardo (PSDB), com 46.780, e o teto de Dr. Luizinho (PP), com 213.904.
Outros 17 candidatos ficaram de fora da bancada acima desse piso, entre eles Sargento Portugal (PODE), com 75.270 votos válidos.
Na legislatura que toma posse em 2027, quem entrou com 27.447 votos divide o plenário com quem entrou com 248.504. Na conta da Alerj, os dois valem exatamente uma cadeira cada.
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