Urna eletrônica utilizada nas eleições brasileiras — Foto: Joe Hall from Takoma Park, MD, USA, Wikimedia Commons, CC BY 2.0
Em Duque de Caxias, a onda quase tropeçou e a cidade que mais votou foi a que mais dividiu
Em Duque de Caxias, a onda quase tropeçou. Foi a disputa mais apertada do estado entre os grandes colégios eleitorais.
Douglas Ruas (PL) fez 51,26% dos válidos contra 44,18% de Eduardo Paes (PSD), 30.129 votos de diferença, sete pontos. Menos que os 12,5 pontos de distância na capital, onde Paes venceu.
O contraste salta no mapa. Belford Roxo, vizinha imediata, deu 60,42% a Ruas.
Nova Iguaçu, 59,02%. São João de Meriti, 56,36%.
Caxias foi o único freio da Baixada Fluminense, e ainda assim um freio relativo. O PL venceu, como venceu nos 13 municípios da região.
Há um segundo contraste, no comparecimento. A cidade que mais compareceu foi justamente a que mais dividiu o voto.
A abstenção caxiense foi de 17,98%, a menor entre os grandes colégios do estado, contra 26,16% na capital e 20,49% na Baixada como um todo. Dos 634.424 eleitores aptos, 520.376 foram às urnas.
O terceiro contraste está no Legislativo. Num estado que elegeu a maior bancada do PL para a Câmara, o voto nominal mais alto de Caxias saiu do MDB.
Gutemberg Reis recebeu 96.477 votos para deputado federal, à frente de Marcos Tavares (PDT, 43.876) e Auréo Ribeiro (Solidariedade, 33.962). Na Assembleia, repetiu-se a força local.
Rosenverg Reis (MDB) liderou com 90.348, seguido de Serginho (PDT, 39.165) e Marcelo Dino (PL, 35.283). O arquivo oficial ainda não marca os eleitos por cadeira, e os números são os votos nominais válidos na cidade.
Ruas, aliás, terminou eleito no 1º turno com a ajuda da própria Baixada, cujos 309.109 votos de folga amorteceram o déficit da capital depois que o TSE anulou os votos de Garotinho. Caxias contribuiu com a menor fatia dessa aritmética, proporcionalmente.
Foi a cidade que discordou com mais voz.
Números do TSE, votação nominal por município e zona (08/10/2026, retotalizado) e detalhe da apuração por zona.
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